Akbar
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Reprodução integral, com actualização ortográfica e revisão do texto, da primeira
edição d’As Farpas em livro, organizada pelo autor e publicada entre 1887 e 1890, e
do volume intitulado Últimas Farpas, publicado em 1916 e que terá sido supervisionado
pelo seu filho Vasco Ortigão.
Já sem o contributo de Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão, do final de 1872 a Junho de
1883, assume a solo a responsabilidade pelos escritos que As Farpas, genial empreendimento
cívico e literário, foram acolhendo.
Após a implantação da República, entre 1911 e 1914, Ramalho faria renascer a análise
sábia e a crítica robusta, sempre pontilhadas pela sátira mordaz, que haviam caracterizado
As (suas) Farpas.
- Descrição
- Informação adicional
- Características
Descrição
Espécie de almanaque espiritual, em Akbar o autor viaja às origens e à expansão da
fé islâmica, numa toada simbólica e mística, em quarto crescente; celebra, com fervor
popular, a expansão árabe pela Ibéria, em plenilúnio; recupera o tom épico,
recriando episódios históricos da queda, em quarto minguante; propõe, em quiasmo,
o diálogo e o silêncio como instrumentos essenciais ao perdão, ao convívio e à tolerância,
de que se farão as luas novas de qualquer idade, ao mesmo tempo que lapida
influências do sufismo, nos quatro interstícios que antecedem ou sucedem cada
lunação, meditando sobre as razões de deus e dos Homens.
De uma coisa estamos certos: Akbar confirma Nero — na sua metamorfose constante
(mas coerente) e na sua ousadia peculiar — como um dos mais interessantes e surpreendentes
poetas portugueses da atualidade.Do início da invasão árabe, em 711, à atualidade, passaram — contam os calendários
— mais de setecentos anos. Os vestígios da presença e influência destes povos são,
contudo, mais do que muitos: das pedras que pisaram e edificaram às línguas que
ainda hoje proliferam e que, para todos os efeitos, eternizam a sua herança, pela
Península Ibérica e muito além dela.
Só no português, mais de 18 mil vocábulos terão origem árabe. Não espanta, portanto,
que também a literatura assuma e reclame, legitimamente, essa ascendência.
Dizia Fernando Pessoa que “a alma árabe é o fundo da alma portuguesa”. O arabista
Adalberto Alves repercute, depois: “o meu coração é árabe”. Nero, perpetuando a
mesma linhagem, canta: “há um árabe vivo dentro de mim, ainda”; a que nos versos
seguintes acrescenta, embebido no ateísmo místico que não raras vezes o caracteriza:
“um ou mais, escuto-os quando cego passeio / e dos caminhos p’ra meca nem
vereda”.
Informação adicional
| Peso | 270 g |
|---|---|
| Dimensões (C x L x A) | 150 × 220 × 8 mm |
| Tema | |
| Autor |
Características
Autores: Mark Millar e Stuart Immonen
ISBN: 9788416510573
N.º de páginas 192
Acabamento: Capa Dura
Tema: Banda Desenhada
