• A Pureza Perdida do Desporto - Futebol no Estado Novo, de Rahul Kumar

    A PUREZA PERDIDA DO DESPORTO: FUTEBOL NO ESTADO NOVO

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    Entre a década de 1920 e meados da década de 1960, o futebol elitista do início do século XX transformou-se num dos elementos centrais da cultura popular portuguesa contemporânea. Ao longo deste período, o futebol português deixou de ocupar uma posição periférica no contexto europeu para assumir um lugar de destaque no plano internacional. Estas mudanças são muitas vezes explicadas por factores políticos – o Estado Novo fomentou o crescimento deste desporto – e analisadas em função das suas consequências culturais – a massificação do gosto pelo futebol foi um dos elementos que contribuíram para a durabilidade do regime. Trata-se de uma ideia que, através da fórmula «Fado, Fátima e Futebol», adquiriu a firmeza das convicções do senso comum.

    Este trabalho – distinguido, em 2015, com o Prémio Fundação Mário Soares/EDP e com uma menção honrosa no Prémio CES para jovens cientistas sociais de língua portuguesa – analisa em detalhe a forma como as principais instituições do Estado Novo se relacionaram com o mundo desportivo. A evolução do estatuto dos atletas, e a oposição entre os defensores do amadorismo e do profissionalismo, é o  o condutor desta narrativa. Integrando as batalhas que moldaram o desenvolvimento do futebol em Portugal no programa ideológico do salazarismo, esta investigação procura questionar os limites e as possibilidades de autonomia do campo cultural e contribuir para um conhecimento mais detalhado sobre as configurações do poder no espaço social português contemporâneo.

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  • Capa do livro A Ganhar ou a Perder: um Ano de Sporting, de Mário Lopes. Edições Paquiderme

    A GANHAR OU A PERDER – UM ANO DE SPORTING

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    «A ganhar ou a perder» é um livro que comemora a  fidelidade. A  fidelidade de um homem, Mário Lopes, a uma ideia: o Sporting Clube de Portugal. É precisamente dessa ideia romântica do clube desportivo que trata esta obra. Trinta crónicas que narram como ao longo de uma época desportiva, por mero acaso a de 2014/2015, essa relação é vivida e sentida pelo autor. Um ano de Sporting não é um livro de balanço de um ano desportivo, revisto à fria luz do facto consumado, da razão retrospectiva ou, pior, do triunfalismo eufórico. É, pelo contrário, uma sucessão de crónicas escritas a quente, jogo a jogo – em permanente encantamento com a incerteza do resultado e, acrescente-se, do futuro; seguro «de que glorificar as vitórias, esquecendo tudo o resto, na verdade, nada explica». Levamos as derrotas connosco porque não as podemos esquecer. As vitórias são, por natureza, inesquecíveis: aos 37 anos, depois da festa no Jamor, Mário Lopes pisou pela primeira vez o relvado de Alvalade.

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  • Capa do livro Béla Guttmann: Uma História Mundial do Futebol, de Detlev Claussen. Edições Paquiderme

    BÉLA GUTTMANN

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    Esta biografia de Béla Guttmann, cuja trajetória se encontra inexoravelmente ligada à história do Benfica, permite ler a uma outra luz a vida e obra de um dos grandes nomes do futebol mundial do século XX. A história deste judeu húngaro, que atravessa três continentes e mais de dez países, permite ao autor articular, de forma exemplar, a história do futebol com a história mundial e, paralelamente, com as transformações do próprio jogo, atravessado por múltiplas clivagens sociais e políticas. Os relatos da vitória da equipa judaica do Hakoah no Campeonato Austríaco, do advento do futebol nos Estados Unidos da América nos roaring twenties, da saga do Wunderteam húngaro dos anos cinquenta, ou do brilho do arrebatador Brasil do Mundial de 1958, indissociáveis do nome de Béla Guttmann, permitem um olhar renovado sobre as duas triunfantes  finais do Benfica na Taça dos Campeões Europeus de 1961 e 1962.

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